Encontro 2 – GET1 – Epistemologia das Ciências

Epistemologia das ciências

Responsáveis: Luis fernando S. Souza-Pinto e Rafael N. Ruggiero

  • (1) Apresentação pessoal: Rafael (professor), Luis Fernando (professor)

Turma 1 (sábado): Rita (educadora), Lucas (educadora biológicas), Roberta (educadora biológicas), Nicole (educadora humanas), Mateus (educador biológicas), Graziele (educadora humanidades).

Turma 2 (quarta-feira): Deise (educadora), Roseli (cordenadora do Cervantes), Tânia (educadora), Michel (educador exatas), Simone (educadora biologicas), Camila (educadora saúde) Tiago (educador saúde), Elenice (psicoterapeuta)

  • (2) Apresentação de trecho do video sobre evolução humana
  • (3) Situação Problema:

Situação: Um aluno precisa fazer um trabalho escolar, para tal ele fará uso da internet como fonte de pesquisa.

Problema: O que você professor consideraria uma fonte de informação confiável, nessa infinidade de sites, blogs, etc.?

…e como faria para orientar seus alunos quanto a qualidade das informações?

  • (4) Dinâmica Ciência X Não ciência.

A lousa estava dividida em duas colunas: Ciencia e não ciência. Na coluna ciência, havia mais uma subdivisão (coluna “A” e coluna “B”). Os participantes foram convidados a retirarem palavras escritas em um papel de uma caixa e escreverem esta palavra na coluna que escolherem;

  • (5) Uma vez completada a tabela, discussão;
  • (6) Explicaçao e diferenciação de falsificacionismo e indutivismo e a visao cientifica determinando um mudança na atitude do professor com relação a avaliação e a sua própria postura na sala de aula;

slides da aula (power point)

  • (7) Atividade para ser entregue em 3/9, até as 00h, por email (luis fernandossp@gmail.com)

Redija um texto, de no mínimo uma página, sobre as implicações de uma visão científica no dia-a-dia do professor.

  • Material extra

FÉ E CIÊNCIA – RICHARD DAWKINS

_

VIVIANE MOSÉ – EDUCAÇÃO (CPFL CULTURA)

http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/12/01/integra-desafios-contemporaneos-a-educacao-viviane-mose

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3 Comentários

Arquivado em GET - Profissionais 2010

3 Respostas para “Encontro 2 – GET1 – Epistemologia das Ciências

  1. Salsas

    E ai galera, tudo bom?

    Vou tentar começar a explorar esse espaço virtual e aprofundar um pouco na discussão que começamos a ter em sala sobre ciência e religião. Geralmente nas discussões sobre esse tema nos restringimos a definir como ciência e religião explicam a realidade. Isso não nos leva a nada. Evidentemente, são duas formas completamente distintas de explciar a realidade, não há muito o que discutir sobre isso (o Dawkins explicita isso muito bem no video acima). Agora, e se mudarmos um pouco esse foco e nos perguntamos: como a religião pode influenciar na resposta encontrada pela ciência? Será que a ciência está tão isolada assim da religião?
    Vamos começar a pensar um pouco mais profundamente na ciência e em como ela é feita. Quem faz ciência? Cientistas, obviamente. Mas, o que são cientistas? Seres iluminados sobre os quais a razão tem completo domínio? Ou será que os cientistas são pessoas que nasceram e cresceram sobre um determinado contexto cultural e histórico? Será que esse contexto histórico e cultural no qual estão inseridos interfere no modo como esses cientistas fazem suas perguntas e, principalmente, em como eles as respondem? Dificil responder se olharmos no contrexto atual, mas se nos distanciarmos um pouco acredito que essas questões começam a ficar mais claras.
    Tomemos como exemplo o homúnculo espermático (a explicação de 1694 sobre como as crianças eram feitas, no caso, um individuo inteiro, dentro de um espermatozoide, era implantado no utero mulher). Pois bem, será que essa explicação não está relacionada ao papel nada participativo das mulheres na sociedade daquela época? Por isso, o papel exclusivo do homem na geração de vida. Quero dizer, será que a explicação científica para a origem dos bebês na época não foi “contaminada” por valores culturais? Ou será que essa não era uma explicação científica?
    Será que algumas respostas hoje não estão igualmente “contaminadas” por nossos valores atuais?

    É isso ai galera, botei lenha na fogueira, fiz muitas perguntas…quero respostas…huahua

    Abraço

    Salsas

  2. Lucas, Ótimos questionamentos!

    A descoberta do homúnculo foi um dos resultados das primeira observações em microscópio. E se voce for observar espermatozóides no microscópio, eles bem que parecem pequenos homens com rabo, hehehe. No momento de se montar a hipótese: “As células do liquido seminal são pequenos organismo inteiros que são implantados na mulher, e deles nascem os seres humanos”, faltou a pergunta: Será que isso é verdade ou será que estou apenas imaginando… E assim montar um método que me permita decidir com qual explicação ficamos. Mas de fato, essa hipótese foi falseada posteriormente. Então a metodologia utilizado pelos descobridores do homúnculo foi a imaginação, o que gerou uma hipótese falseável.

    De fato, as mulheres eram isoladas dos processos sociais, e determinar até que ponto essa discriminação facilitou esta hipótese do homúnculo, é uma tarefa bastante difícil.

    Acho que a questão que voce quis colocar é a de que somos produtos de uma cultura. Reformulando: De que somos sim animais com uma carga genética herdada (portanto não somos uma tabula rasa) mas que respondemos fortemente ao ambiente cultural social em que estamos inseridos. Assim, tudo que fazemos está condicionado a duas coisas: nossos genes e nossa experiências passadas presentes e desejáveis no futuro. Deste modo, o ato de fazer ciência também esta no meio dessa “massaroca” cultural-genética.

    Vou dar um exemplo atual: De acordo com muita gente vivemos a “era do cérebro”, então muito esforço tem sido feito no sentido de encontrar uma espécie de resposta que defina o que diabos é o ser humano? como ele pensa? como ele age? a que ele responde?

    Acredita-se que a última fronteira do conhecimento seja o cérebro e suas bilhares de conexões. Essa “crença” reside no fato de que podemos atualmente observar com maior acurácia processos microscópicos nas sinapses, e ela determina um novo modo de ser: A sociedade está também acreditando que seu cérebro é responsável pelas coisas, como se houvesse um “fantasma na máquina”, um tal de cérebro que comanda minhas ações e desejos. Isso é ruim porque afirma um certo dualismo cartesiano e tira a responsabilidade do sujeito frente ao mundo. Quero dizer: Se estou triste, é culpa de meus neurotransmissores. Isso produz pessoas que se sentem vitimadas por processos químico-físicos, em que o psiquiatra, com sua habilidade de receitar fármacos (vindos de empresas farmacêuticas bilionárias) pode transformar um vida triste em uma vida digna de capa de revista “Caras”.

    Obviamente, essa visao acima é o que observo na clinica, com meus pacientes e nao é a unica. A neurociência e a divulgação científica não almejava criar pessoas vitimadas, queria criar seres autônomos. Ora, se agora sabemos que o cérebro faz coisas que antes eram atribuídas a deuses e demônios, dá-se liberdade e a ideia de que essas coisas acontecem no meu corpo e nao fora dele. Eu posso, portanto, atuar sobre certos estados mentais e modifica-los.

    Mas as descobertas da neurociencias nao estao sendo colocadas num sentido de libertar o ser humano de deuses e demônios, mas sim de coloca-los amarrados as determinações psiquiatricas, quero dizer: Os deuses e demônios apenas mudaram de nome.

    Finalizando, acho impossível nos livramos de nossos “valores atuais”, como voce disse. Porque nosso sistema de valores é inconscientemente colocado. Podemos ate criar um metodo livre de valores culturais e pessoais, mas o resultado desta pesquisa será avaliado de acordo com valores de sociedades inteiras.

    Lenha na fogueira!!

    Abraços

  3. Luciana Stoppa dos Santos

    Boa conversa amigos!

    No outro post estava justamente trazendo à lembrança o fato de que cientistas são seres que vivem imersos numa realidade social, cultural e econômica! E fico triste em dizer: se nossa maior influência como pesquisadores fosse o contexto social ou cultral em que vivemos…talvez seria menos pior! O duro é que muitas vezes fatores econômicos são as maiores influencias no universo da pesquisa. É só pensar: que tipos de pesquisas são mais financiadas pelos órgãos de fomento? Quantas pesquisas em tecnologia???? Quantas em educação e ciências humanas???? Luis Fernando bem lembrou: ahhhh… milionária indústria farmaceutica que patrocina a campanha em favor de diagnosticar crianças que não aprendem na maravilhosa escola brasileira! Aqui estamos refletindo sobre nossa imersão num contexto social, econômico e cultural, mas essas pessoas (as dos diagnósticos) acho que se esquecem disso!
    Outro ponto no qual queria tocar: Qual medida de autonomia seria possível “promover” nas pessoas que buscam a terapia? Quanto de terapia (que pressupõe cura, hahaha, mudanças em nível cerebral que determinem mudanças de comportamento)podemos realmente oferecer? As pessoas que nos procuram na clínica na maioria o fazem com a intenção de tornarem-sem pessoas melhores, curar-se, quando o possível na clínica não é ter controle total sobre o que se é, não é tornar-se uma pessoa melhor, mas uma pessoa mais integrada, menos rígida e mais criativa e espontânea!Talvez a visão seja: fortalecemos a saúde e não curamos a doença!!
    Nossa, acho que a grande sacada da terapia e do indivíduo terapeutizado pode ser utlizar a teoria do Karl Popper: a verdade sobre você é essa até que você mesmo ou alguém te faça pensar em algo diferente!

    Mais lenha na fogueira!

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